Combustível, Ponto de Fulgor, de Combustão e Temperatura de Ignição

Ponto de Fulgor, Ponto de Combustão e Temperatura de Ignição em Higiene, Saúde e Segurança do TrabalhoAgora que já demos uma introdução sobre os princípios do fogo, vamos estudar em detalhes um dos elementos que compõem o Tetraedro do Fogo, que são os combustíveis.

Entender esses elementos da reação química que gera fogo é entender como o fogo começa e o motivo de continuar a existir.
E ao saber disso, o profissional se torna mais capacitado para extinguir o fogo, uma vez que já tem conhecimento sobre o que o ocasiona.

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Tetraedro do Fogo: O combustível

O que vem a sua mente quando se lembra de combustível?
Provavelmente combustível de automóveis. Também os alimentos, que são o nosso combustível. E essas relações tem sua lógica e razão.

Á rigor, combustível é o elemento que vai queimar. O alimento que ingerimos, por exemplo, será queimado para gerar outros elementos e energia para nosso corpo.

O mesmo acontece com outros tipos de combustíveis, pois liberam energia (na forma de calor e luz) além de formarem outras substâncias (os alimentos, quando cozinhados ou fritos, tem suas propriedades alteradas).

Resumindo: combustível é a substância que entra em combustão. É o que alimenta o fogo, é aquilo que o fogo vai consumir.
Queimar madeira, por exemplo, transforma ela em carvão (outra substância, sua química muda). O mesmo para o papel e gasolina, por exemplo.

Classificação dos combustíveis

Assim como as outras substâncias, podemos classificar os combustíveis em sólido, líquido e gasoso.

Essa classificação não é à toa ou sem motivo. É importante sabermos o estado físico dos combustíveis, pois isso irá influenciar nos riscos e problemas que eles podem causar em um ambiente de trabalho.

Substâncias gasosas, por exemplo, se espalham facilmente em qualquer ambiente, sendo mais perigosas, exigindo um maior cuidado no armazenamento e transporte deste tipo de material.

Como exemplo de combustível sólido, podemos citar a madeira (muito usada em fogueiras e para fazer carvão), tecidos, papel e algumas substâncias químicas, como pólvora, que é altamente explosiva.

Já o álcool, o éter e a gasolina são exemplos de substâncias no estado líquido que são inflamáveis. Algumas delas, como o álcool e o querosene, são amplamente usadas para se criar fogo, de uma maneira bem mais rápida que uma substância sólida, como a madeira.

Já como exemplo de substâncias gasosas combustíveis, podemos citar os gases presentes em um botijão de gás (butano), também é o butano, acetileno, propano dentre outros.

Também podemos classificar os combustíveis em voláteis e não voláteis:
  • Combustíveis voláteis: são os que se desprendem de sua forma natural (líquida ou sólida) naturalmente, sem necessitar de aquecimento para que isso aconteça. Um exemplo disso é o álcool e a gasolina, que vão virando vapor naturalmente. Se você colocar álcool em um copo, verá que ele vai 'sumir', pois vira gás. Mas continua sendo álcool e facilmente pegará fogo, o que é algo perigoso, visto que substâncias gasosas se espalham mais rápido em um ambiente.
  • Combustíveis não-voláteis: ao contrário dos voláteis, estes não se desprendem naturalmente para virar vapor inflamável. Necessitam de calor para que isto aconteça, como madeira e papel.



Ponto de Fulgor

Como falamos em combustíveis voláteis e não voláteis, uma importante definição surge neste contexto, que é o ponto de fulgor.

Esses gases, embora sejam inflamáveis, não se sustentam por muito tempo, pois poucos gás é liberado.

O ponto de fulgor é a temperatura mínima na qual a substância (combustível) começam a liberar seus vapores inflamáveis. O ponto de fulgor que álcool etílico é aproximadamente 13 oC, que é um valor baixo (por isso os vapores de álcool se inflamam facilmente). Já o da madeira é 150 oC, necessitando muito calor para gerar essa temperatura, que irá liberar gases.

Ponto de Combustão

Se após o ponto de fulgor ser atingido, o fornecimento de calor ao combustível prosseguir, este não vai mais se extinguir.

A temperatura mínima, na qual acima dela o combustível mantém sua queima, é chamado de ponto de combustão da substância.

Resumindo: no ponto de fulgor, as chamas dos vapores se apagam facilmente. No ponto de combustão em diante, o aquecimento continua.

Temperatura de Ignição

No ponto de combustão, embora os vapores não se apaguem facilmente, ainda é necessário que exija uma fonte de energia, fornecendo calor para que o processo continue.

Se o calor fornecido continuar e a temperatura do combustível aumentar, chegará um momento que os gases desprendidos, junto com o oxigênio, começarão a pegar fogo sem a necessidade de fornecimento de calor.

Esse ponto ocorre na chamada Temperatura de Ignição.
Vamos pegar como exemplo a madeira, no processo de combustão.
Estamos fornecendo calor para ela. Em uma determinada temperatura, começará a ser liberado vapores inflamáveis, mas que não se sustentam (a queima) por muito tempo. É o ponto de fulgor.

Porém, se aumentarmos a temperatura, fornecendo mais calor ao combustível, esses vapores não vão mais apagar rapidamente. Com o processo de fornecimento de calor, a chama nos vapores continuam. É a temperatura de combustão.

Mas aumentando ainda mais a temperatura, o calor inicialmente fornecido não é mais vital, como era no ponto de fulgor e combustão. Para confirmar isto, basta lembrar que a madeira, ao virar carvão, continua queimando sozinha. Podemos parar de fornecer calor para o carvão/madeira, pois ele continuará pegando fogo sem a necessidade de calor externo, pois os gases liberados pela madeira entram em contato com oxigênio e alimentam o combustível. É a temperatura de ignição.

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